sexta-feira, 22 de julho de 2016

Segurança X Felicidade


A maioria das pessoas buscam segurança e felicidade como a combinação perfeita.
Segurança significa que uma coisa foi feita repetidas vezes a ponto de ser feita de forma automática. Exemplo:
Uma Professora entra pela primeira vez na sala de aula, um bombeiro em seu primeiro incêndio, a primeira palestra etc... São momentos que geram ansiedades, tremedeiras e medos. Após a repetição da experiência pode-se dizer que esses profissionais dominaram a situação, ou seja, agora fazem o que precisam com total "Segurança".
Felicidade ao contrario é ou são momentos em que algo acontece e nos deixa em estado de graça, simplificando a felicidade é um momento transitório, que requer sempre atualização.
Portela afirma que “Felicidade não é estado continuo, não pode e nem deve sê-lo".
Enquanto a segurança é limitante, muros altos, portas e janelas com grades, a felicidade requer liberdade, casas sem muros, janelas abertas.
George Bernard Shaw, dizia que “Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.”
Dito por outro angulo, se estiver em busca de segurança, faça sempre do mesmo jeito, fique na rotina, mantenha as coisas dentro do quadradinho até mesmo o tédio.
Agora se busca felicidade, vá de encontro a ela, seja uma pessoa diferente a cada momento, arrisque, refaça planos, caminhos e seja sempre melhor do que você foi ontem.

Mario Souza
Psicólogo – CRP: 06/ 128032

Cel. 94350-4959

domingo, 10 de julho de 2016

A mulher, sua essência e sua multiplicidade de papeis.



Ser filha, esposa, mãe, dona de casa, 
trabalhar fora, cuidar de tudo e de todos, 
gera em muitas mulheres um sentimento de “ausência de si mesma”.

Ao nascer à mulher assume seu primeiro papel de filha, cresce e se torna moça, vem o papel de namorada. Nesse processo sua constituição se forma de maneira a se perceber como mulher, o desenvolvimento de seu corpo, seus hormônios, roupas maquiagem e todos os acessórios que compõem a essência feminina.
Com o aparecimento do casamento a mulher recebe o papel de esposa e na maioria das vezes o papel de mãe, esse vem ligado a outros papeis como: dona de casa, cuidadora dos filhos e do esposo e da casa, além do papel profissional enfim, de uma multiplicidade de papeis. A mulher passa a desempenhar tantos papeis que a sua essência mulher perde espaço e tempo.
            Para o homem sua missão é mais simples (por uma questão patriarcal), o homem é esposo e provedor nem sempre os dois, o que na cultura machista lhe assegura o “direito” de sentar no sofá, controlar os canais de TV e aguardar a refeição. Se o filho chora ele pede para este ir até a sua mãe, resumindo, ser homem em uma sociedade patriarcal é bem mais simples.
A mulher quando tem profissão, precisa antes de sair de casa, arrumar os filhos, leva-los à escolinha, preprarar o almoço do marido, achar as chaves e só depois que todos foram atendidos em suas necessidades, ela se arruma e sai para a sua luta. Cuidar de casa, do marido, dos filhos e do emprego, pagar contas além de se preocupar com a segurança e a saúde de todos, lhe esgota, não sobra tempo para olhar para si.
Falo de procurar por si mesma e encontrar-se como mulher, pelo seu nome de batismo e suas necessidades como pessoa, achar espaço para se gostar, voltar-se para o seu interior e amar o que encontrar e o que se tornou. Entende?
Vejo muito na clinica é mulheres que não estão satisfeitas consigo mesmas, com o cônjuge e com a vida que levam. Mulheres que querem se sentir amadas como mulher, não mãe, não cuidadora do lar, não pelos papeis que desempenham na vida.  Vejo muitas mulheres sentindo falta de si mesma e que os papeis desempenhados não suprem a falta, a ausência em sua intimidade feminina, ao contrario, por desenvolver todos os outros papeis acabam por se excluírem, elas desabafam que estão pagando um preço muito caro. O casamento que tornou-se uma rotina, as lutas para dar aos filhos um pouco de conforto, os problemas no trabalho e quando de fato olham – se no espelho não se reconhece mais, não veem a menina, moça, mulher de outrora.
O descontentamento aparece no casamento e seus conflitos, mas lá no seu intimo, o que procuram de fato é tempo para serem elas mesmas, irem ao cinema, ao parque ou sentar com um grupo de amigos e bater papo descompromissado, sem ter que olhar para o relógio, ou atender marido ou filhos no celular, tempo de se amarem por serem mulheres, sentir o prazer de fato pelas realizações e mesmo assim encontrar-se, amar-se e assim poder dizer com prazer, SOU MULHER.

Mario Souza
Psicólogo
vivo: 94350-4959

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