terça-feira, 27 de outubro de 2015

Caminho se faz ao caminhar

Caminho se faz ao caminhar

Durante nosso desenvolvimento fizemos coisas que nos orgulhamos, outras nem tanto e outros tantos até nos envergonhamos. Porem todo caminho que percorremos nos levou a tornar-mos quem somos, independentes do sucesso ou do fracasso, tudo foi lição de vida, tudo teve seu propósito.
Se hoje estamos aqui é por que o caminho teve aprendizado, caso não houvesse, estaríamos em outra parte do percurso, acredito que em muitos casos damos voltas, retornamos até que tenhamos aprendido a lição.
Somos forjados a alcançarmos um determinado lugar, por isso os risos, por isso as lagrimas. Pode demorar ou não, mas, sempre estamos em evolução.

Mario Souza
Terapeuta Psicológico

11 94350-4959

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

UM CASAL SE FAZ COM DUAS PESSOAS INTEIRAS


O amor exige duas pessoas inteiras. Embora soe lindamente romântica esta história da outra metade da laranja, o que a gente acaba encontrando quando tem esta crença é um monte de metades de limões bem azedos que nada tem a ver conosco. Embora seja poético acreditar na perfeita fusão entre duas pessoas, uma completando a outra como se fossem realmente uma mesma carne, um mesmo espírito, uma mesma essência gera muito sofrimento e desencontros desastrosos.
Se precisamos do outro para ser inteiro, dois problemas surgem: o primeiro deles é a constatação de que não somos inteiros. O segundo é pensar que o outro também não é completo. E se eu sou parte do outro e outro é parte minha, na verdade o outro não existe. Somos algo único, quebrado, fragmentado. Se o outro não existe, não pode haver alteridade também. Se eu sou o outro, ele precisará corresponder a todas as minhas expectativas e satisfazer todas as minhas necessidades.
Se o outro sou eu, ele precisará reagir da mesma maneira a todos os estímulos. Se o outro não existe porque ele é um prolongamento do meu eu, ele não terá individualidade e eu também não a terei porque sou uma extensão do seu ser. Não existindo limites onde termina um e começa o outro, o parceiro precisará sempre agir da forma que agiríamos e qualquer tecla destoante criará um ruído assombroso. No lugar de aprender e ensinar com o outro, os dois vão se repetir o tempo todo como num jogo de imitar o mestre.
Além do empobrecimento da relação, pois relação implica duas pessoas, pode ocorrer um drama ainda mais doloroso: uma das metades aprender a falar mais alto e submeter a outra a uma vida zumbística nas sombras. Quando este tipo de relação simbiótica começa a surgir, o nós substitui o eu e cada pessoa não assume mais seus gostos, opiniões e escolhas. Nós gostamos disso, nós acreditamos naquilo. Casais normalmente compartilham gostos, crenças e verdades. Mas quando um não existe sem o outro, quando um não destoa em nenhum momento, quando cada gesto coincide magicamente temos a sensação de que uma das partes foi eclipsada e tentamos descobrir quem é o objeto e quem é o reflexo do espelho.
Não é à toa que vemos tantas pessoas, principalmente mulheres, abrindo mão de carreiras para se integrar na rotina doméstica de forma mais satisfatória ou simplesmente deixando sonhos e projetos para trás para seguir o marido em suas jornadas. Não é à toa que muitos homens praticamente esquecem que tem uma família depois que se casam. Não é à toa que tanto homens como mulheres deixam hobbies e amigos que alegravam suas vidas antes do casamento. E de repente , aquela pessoa que nos encantou deixa de ser ela e passa a ser uma cópia mal feita de nós mesmos. Uma cópia inexpressiva e sem personalidade.
Em uma relação em que falta alteridade, normalmente sobram cobranças, sentimento de culpa e um distanciamento profundo de nós mesmos. O pior de mentirmos para nós é que com o tempo passamos realmente a acreditar em nossas invenções.

Artigo extraido:

© obvious: http://obviousmag.org.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CASAMENTO E SEPARAÇÃO


CASAMENTO 

            Casamento é o período em que após as convivências preliminares entre o namoro e noivado, as pessoas acreditam estar prontas para finalmente dar o grande passo. Claro que as diferenças começam a partir deste ponto por que o casar para a mulher é totalmente diferente do casar para o homem.
Os homens casam com o pensamento de que “nada” mude que as mulheres permaneçam com os seios duros. As mulheres casam com o pensamento de que “tudo” mude que ele seja mais atencioso, carinhoso, que haja mais cumplicidade e que ele amadureça.
Lacerda (apud Campos 2000) tem a opinião de que as pessoas não se casam umas com as outras, mas se procuram a si mesmas, e o casamento é uma forma de se encontrar.
Atualmente existe aqueles que encontram seu semelhante com o amadurecimento suficiente para atender seus desejos é claro que após tentativa e erros tem sido substituídas por relações mais maduras, ou seja, as pessoas estão se casando mais velhas e algumas com certa experiência anterior morando antes do casamento sozinha ou com o parceiro.
Rodrigues Junior (apud CAMPOS, 2000) afirma que as novas tendências são uteis por compor outras atividades além das tradicionais do casamento, estranhamente, essas outras coisas podem coincidir com algumas daquelas que, antes se acreditava, cavavam a ruína do relacionamento: são os compromissos sociais, os bens adquiridos com esforço conjunto, os filhos, e até os programas habituais e círculo de amigos em comum.

“As pessoas percebem que há um algo a mais, algo diferente que pode ser alcançado na esfera pessoal, e que vai além de casar e ter filhos. Elas só não sabem bem o que é. E ficam com esse ‘não sei o quê’, doendo dentro delas. Não se discutem as questões do casamento antes de se casar. Só se leva em conta a paixão, sem perceber que só ela não sustenta a relação, compromisso sim. É preciso construir o casamento pensando na valorização de outras coisas além da paixão de Romeu e Julieta” (RODRIGUES JUNIOR, apud CAMPOS, 2000, p.24).
Definir as prioridades

É preciso avaliar o que se está procurando em um relacionamento, assim como é preciso avaliar os objetivos em comum do casal e porque esses desejos devem prevalecer. Deve-se buscar não no outro aquilo que lhe falta, mas, em você mesmo, considero que o autoconhecimento é a base para saber o que esperar de si mesmo e do outro. Não existe formulas magicas, mas se faz uma escolha com base em saber o que se procura.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Agradecer me torna grande, pois quando agradeço tomo algo de outros ou da vida como um presente.


"Agradecer me torna grande, pois quando agradeço tomo algo de outros ou da vida como um presente.
 Isso me enriquece, porque o recebo. Ao mesmo tempo, o que recebo agradecido não pode ser perdido por mim. O agradecimento me permite conservá-lo e aumentá-lo.
Ele atua como o sol e a chuva morna atuam sobre uma planta jovem. Ela floresce.

Agradecer significa:
Tomar o que me é dado,
Segurá-lo nas mãos,
Acolhê-lo dentro de mim,
Em meu coração,
Até que percebo internamente:
Agora é parte de mim.
Agradecer também é:
Aplicar o que me foi dado e se tornou uma parte de mim
Numa ação que permita a outros
Alcançar também
O que me enriqueceu.
Só então o que me foi dado
Alcança sua plenitude..."

Relacionamentos sem drama

segunda-feira, 22 de junho de 2015

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO.

Estou publicando esse texto por acreditar que todas as pessoas devem, ou deveriam parar um minuto e ler pela sua profundidade, pela verdade em cada virgula e ponto, pelo menos à minha verdade.
Boa leitura.

POR DR. BOB MOOREHEAD. 


O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos. Auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos. Gastamos mais, mas temos menos. Nós compramos mais, mas desfrutamos menos. Temos casas maiores e famílias menores. Mais conveniências, mas menos tempo. Temos mais graus acadêmicos, mas menos senso. Mais conhecimento e menos poder de julgamento. Mais proficiência, porém mais problemas. Mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma perdulária, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos. Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Escrevemos mais e aprendemos menos. Planejamos mais e conseguimos menos. Aprendemos a correr, mas não a esperar. Construímos cada vez mais computadores, para armazenar mais informações e produzir mais cópias, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estes são os tempos do “fast food” e da digestão lenta. De homens grandes, com personalidades mesquinhas. De lucros enormes e relacionamentos pequenos. Estes são os dias de dois empregos e mais divórcios. Casas mais bonitas e lares desfeitos. Estes são os dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade abandonada, encontros por uma noite, obesidade disseminada e pílulas para tudo, da alegria à calma e até à morte. É um tempo onde há muito nas vitrines e pouco na dispensa. Um tempo onde a tecnologia permite que você leia isto e escolha o que fazer: Dividir este sentimento ou apenas clicar em DELETE.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se de dizer uma palavra gentil a alguém que te admira com fascinação, pois essa pequena pessoa logo irá crescer e abandonar sua companhia.
Lembre-se de dar um abraço carinhoso a quem está do seu lado, pois esse é o único tesouro que você pode dar com seu coração, e não custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer “eu te amo” a sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas em primeiro lugar, ame. Um beijo e um abraço curam a dor quando vêm de lá de dentro.
Lembre-se de segurar a mão e enaltecer o momento, sabendo que um dia aquela pessoa não estará mais aqui.
Conceda-se tempo para amar, conceda-se tempo para falar, conceda-se tempo para compartilhar os seus preciosos momentos.
E SEMPRE SE LEMBRE: A vida não é medida pelo número de respirações que você dá, mas pelos momentos em que tiram o seu fôlego.
***
AUTOR: BOB MOOREHEAD. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Como facilitar as conversas difíceis: 7 passos recomendados por um psicólogo clínico.

Como facilitar as conversas difíceis: 7 passos recomendados por um psicólogo clínico.
Dicas para controlar uma discussão que podem ser aplicadas no dia a dia (incluindo nos relacionamentos)
Credito
Quem nunca passou por uma situação difícil, com alguém emocionalmente descontrolado, não faz ideia de quão urgente é um texto como esse.
Escrito pelo Eric Baker (autor do texto dos samurais, para os íntimos), esse é um guia para imprimir na mente como tatuagem. 

7 passos para facilitar conversas e discussões difíceis, por Eric Baker

Imagine uma pessoa gritando muito alto à sua frente. Ou ela talvez raivosamente não pare de falar, e você não consegue interpolar uma palavra sequer. Ou quem sabe esteja chorando tanto que você mal consegue entender o que ela diz.
Todos já estivemos em situações como estas. Elas não acontecem muito frequentemente (graças a Deus!) mas nos sentimos sem ter o que fazer quando acontecem. E uma vez que são ocasiões raras, parece que nunca aprendemos a lidar melhor com elas.
O problema é que estes momentos muitas vezes são críticos, porque ocorrem com pessoas que muitas vezes nos são importantes.
Qual é a melhor forma de lidar com essas conversas difíceis? O que funciona melhor nesses casos?
Liguei para alguém que sabe: Dr. Albert J. Bernstein. Ele é um psicólogo clínico com 40 anos de experiência, e autor de vários livros ótimos sobre como lidar com problemas interpessoais:
O que você aprenderá com esse artigo:
1.            A frase mágica que faz as pessoas pararem de gritar.
2.            Como evitar cometer o erro mais comum nesse tipo de discussões.
3.            O que fazer para as pessoas ficarem menos emocionais e mais racionais.
4.            O estado mental que permite lidar com as pessoas histéricas de forma fácil.
5.            E muito mais.
Certo, então é hora de começar a guerra com a loucura. Lá vamos nós …

1) Em primeiro lugar, você precisa ficar calmo

Nessa situação já temos uma pessoa reagindo exageradamente. O pior que pode acontecer é ter duas pessoas reagindo exageradamente. Se o seu Hulk também vier à tona, será apenas uma competição de gritos, e nada vai se resolver.
Al chama o lado emocional de nossa mente de “cérebro de dinossauro.” Tem milhões de anos de idade e só compreende dois estados: “lutar” ou “fugir”.
Se você ficar calmo, você pode ajudar alguém a escapar da fixação a esse cérebro. Mas se você também for vítima dele, o resultado é o que ele gosta de chamar de efeito “Godzilla vs. Rodan”: muitos gritos, prédios desabando, e nada construtivo. Nas palavras de Al:
…a ideia básica é que, em muitas situações, você está reagindo com instintos programados em seu cérebro de dinossauro, em vez de pensar a situação direito. Quando você está operando em seu cérebro de dinossauro, você está rodando um programa de seis milhões de anos, e nada de bom vai vir disso. Nesse caso, o cérebro dinossauro da outra pessoa vai entender que está sendo atacado, e então a resposta será revidar ou fugir, e qualquer opção vai levar a situação ao que chamo de efeito “Godzilla vs. Rodan”. Muitos gritos, prédios caindo, e nada resolvido.
O que fazer nesse ponto? Monitore seus níveis de excitação e faça o que puder para ficar calmo. Ele disse o mesmo que o pesquisador de Harvard Shawn Achor disse com relação a lidar com o estresse: encare os problemas como desafios, e não crises.
(Para aprender como os Samurais e Fuzileiros ficam calmos em situações difíceis,clique aqui.)
Certo, você tá de boa. Mas a pessoa segue enlouquecida. Qual é a melhor estratégia nesse caso?

2) Trate-a como uma criança

Não, não estou dizendo com condescendência. Mas você não deveria tentar racionalizar com uma criança berrando. Não devia ficar bravo com ela por gritar. Você apenas desconsidera a histeria e lida com o problema subjacente.
Os adultos não são diferentes. (Sim, isso é tão esclarecedor quanto extraordinariamente deprimente. Bem-vindo à Terra.)
Tentar explicar logicamente por que gritar não ajuda não funciona com crianças de três anos e também não vai funcionar com adultos. Ignore o drama.
Se você é um pai, você sabe exatamente do que estou falando. Troque para o modo “lidando com os filhos”, e veja a mágica acontecer. Al diz literalmente “Se você se sentir como um professor do pré-escolar, provavelmente está fazendo certo.” Nas palavras dele:
As pessoas o tempo todo me dizem, “Você está dizendo que eu devo tratar um adulto como uma criança de três anos?” E eu digo, “Sim, sem dúvida.” Se você é um pai, o que você faz com a birra? Você a ignora, ou pelo menos tenta ignorar. Mas com um adulto você tenta conversar para resolver a situação, e nunca funciona.
Então você está calmo e não está deixando a pessoa o perturbar, você a vê como uma criança grande. Mas como se para os gritos e o choro?

3) “Por favor, fale mais devagar. Gostaria de poder ajudar.”

Tudo que diminua a velocidade da situação vai ajudar.
Um dos primeiros trabalhos de Al foi com pessoas psicóticas ao ponto da violência, numa instituição. Ele rapidamente percebeu que ir mais devagar acalma, e calma significa poder pensar mais antes de reagir.
(O que é interessante é que meu amigo Chris, que foi o principal negociador internacional do FBI para sequestros, muitas vezes recomenda a mesma coisa: desacelerar a conversa.)
E então, como se consegue fazer alguém parar de gritar? Sua reação natural é na verdade o pior a se fazer. Dizer “pare de gritar” será reconhecido como uma ordem. Ninguém gosta de receber ordens, especialmente pessoas com raiva.
Em vez disso, Al recomenda tentarmos uma variação de: “Por favor, fale mais devagar. Gostaria de ajudar.”
Por que isso funciona? Quebra o padrão em suas mentes.
Eles estão esperando sua resistência, mas você não está resistindo. Você está pedindo a eles que esclareçam a si próprios. Você demonstra interesse. Isso os faz tender a sair do modo do “cérebro dinossauro” e começar a pensar. E isso é bom.
(Além disso, já tentou gritar devagar? Boa sorte.)
O mesmo princípio funciona também ao telefone: você quer fazer com que a pessoa troque aquele padrão, sem parecer estar agredindo de volta. Al chama isso de “regra do ahã.”
Quando a pessoa pausar para respirar, não diga nada. Depois de algum silêncio, ela vai provavelmente responder com “você está aí?”
Esse quebra-molas corta a onda de raiva por um segundo e os faz pensar de forma prática. Nas palavras de Al:
Quando alguém estiver falando com você ao telefone e pararem para respirar, sua reação natural é dizer “ahã”. É uma coisa meio universal. Nem percebemos que estamos fazendo isso. Mas se você ficar três respirações sem dizer “ahã”, a pessoa vai parar e dizer “você está aí?” Tentamos isso muitas vezes, e foi fantástico ver o quanto funciona. O que estou apresentando aqui é uma forma de interromper quem está gritando com você ao telefone sem dizer nenhuma palavra. É só não dizer “ahã”.
Eles podem parar de gritar, mas isso não significa que não estão mais irritados e não significa que você está fazendo qualquer progresso. O que transforma uma pessoa enlouquecida em um adultos racional com que se pode falar?

4) Pergunte “O que você gostaria que eu fizesse?”

Diminuir a velocidade é ótimo. E também ver o outro como uma criança. Qual é a próxima grande estratégia? Você precisa deixar a pessoa pensar.
Tudo que retira a pessoa da reação emocional para o pensamento consciente é bom. Nas palavras de Al:
Quando uma está com raiva de você ou o atacando, é fácil revidar ou fugir, mas o que você realmente precisa é de algo que ative o cérebro dela.
E isso não é tão difícil, na verdade. Pergunte a ela “O que você gostaria que eu fizesse?”
A pessoa precisa formular uma resposta. Isso a faz pensar – mesmo que seja por um segundo – nesse momento já estamos no caminho de Hulk voltar a ser Bruce Banner. Nas palavras de Al:
Quando você consegue fazer a pessoa parar de gritar, você pergunta, “o que você gostaria que eu fizesse?” E nesse momento a pessoa precisa parar e pensar. O que você quer é levar a situação raivosa na direção de uma negociação. Você pode começar simplesmente perguntando, “O que você gostaria que eu fizesse?” Isso traz a pessoa de seu cérebro de dinossauro para seu córtex, e então a negociação se torna possível.
Você está calmo. A pessoa não está gritando e começou a pensar em vez de agir como uma granada emocional. Então como continuamos esse processo, que parece estar indo na direção certa?

5) Não faça afirmações. Faça perguntas.

Outro erro enorme que fazemos: explicamos. Não explique. Mas por que isso?
A outra pessoa interpretará a explicação como uma forma velada de revide. E sabe por quê? Porque é uma forma velada de revide.
É a forma polida de dizer, “Aqui estão os motivos pelos quais eu estou certo e você está errado.” E todo mundo entende assim. Então largue disso. Nas palavras do Al:
Explicar quase sempre é uma forma disfarçada de revidar. A maioria das explicações será ouvida como, “Veja bem, se você realmente entendesse a situação, você veria que eu estou certo e você está errado”. Isso é um ataque, e também uma das formas de controlar os outros. Agimos como se explicar muito claramente nossa posição, a outra pessoa irá compreender e concordar conosco. Eu nunca vi isso funcionar.
Então o que você faz? Perguntas. Nas palavras do Al:
Uma das principais regras que ensino para as pessoas é se você quer se dar bem com as pessoas, pergunte, não explique.
Ele também recomenda outra técnica que vem diretamente do livro de negociação com sequestradores: Ouvir de forma ativa. Nas palavras do Al:
O que eu normalmente faço com as pessoas é refletir a emoção que estão sentindo. Se estão dizendo algo como “Sou Jesus Cristo, estão tentando me crucificar!”, em vez de responder “Não, você não é Jesus Cristo”, você diz, “Isso deve ser bem assustador”. E eles vão dizer que é. O ato de ouvir é refletir o estado emocional da pessoa, não necessariamente o conteúdo do que ela está dizendo.
Agora a pessoa está calma, então você se assegura de não estragar tudo e acabar voltando pro início?

6) Comece sentenças com “Eu gostaria de...” e não com “Você é...”

Agora que a pessoa está se portando de forma racional, a última coisa que você quer é dizer qualquer coisa que soe como uma acusação. Também porque a pessoa está bastante sensível nesse momento em que começa a se acalmar depois de se sentir atacada.
Em seu ótimo livro Cérebros de Dinossauro, Al diz:
Qualquer sentença que comece com “você é” e não termine com “maravilhoso” será encarada como xingamento.
O que você está fazendo agora é basicamente negociar, então comece suas frase com“eu gostaria...” Evite o quanto puder a palavra “você”. (O especialista em relacionamentos, Dr. John Gottman, recomenda a mesma coisa para brigas de casal.)
A situação está quase resolvida. Mas há uma última coisa que as pessoas muitas vezes fazem que estraga tudo e as coloca de volta na estaca zero…

7) Deixe-os dar a última palavra

Precisar dar a última palavra é como morrer na praia. Você já fez tudo certo até agora. Não deixe seu ego estragar tudo no último momento.
Da mesma forma que explicar é na verdade uma tentativa de controle, precisar dar a última palavra também é. Você está mudando seu objetivo de “acalmar a situação” para “mostrar quem está certo.” Nas palavras de Al:
A última palavra é geralmente uma tentativa de estar certo. Você pode acabar desfazendo qualquer coisa positiva que tiver realizado ao pronunciar uma única palavra que recoloque o interlocutor no modo de ataque.
Não morda a isca. Deixe a pessoa dar a palavra final. Deixe que ela sinta que está “certa”, se isso ajuda a realizar seu objetivo real.

Esse é um sistema ótimo para lidar com conversas difíceis. Vamos encerrar resumindo os pensamentos de Al sobre a coisa mais importante a fazer quando se tem qualquer tipo de discussão com as pessoas.

Resumo

Aqui vão as dicas de Al para facilitar as mais difíceis conversas:
1.            Mantenha a calma. Não transforme a situação em Godzilla vs. Rodan. 
2.            Trate-os como crianças. Não vai ser possível usar a conversa para retirar a outra pessoa de seu surto emocional, e ficar irritado não vai ajudar em nada.
3.            Diga “Por favor, fale mais devagar. Gostaria de poder ajudar.” Diminua a velocidade. Não pareça estar querendo brigar também.
4.            Pergunte “O que você gostaria que eu fizesse?” É preciso fazer a pessoa pensar de forma a desligar a máquina da raiva.
5.            Não faça afirmações. Faça perguntas. Explicar é tentar dominar a situação de forma velada. Perguntas fazem com que a pessoa pare para pensar.
6.            Comece sentenças com “Gostaria de …” e não “Você é …” Se você começar com “eu” é mais difícil parecer que você está atacando.
7.            Deixe a pessoa com a última palavra. Não deixe seu ego estragar tudo no último momento.
Então o que o Al diz ser a coisa mais importante no lidar com as pessoas?
Quando eles estiverem falando, se pergunte por que estão dizendo o que estão dizendo. Pense no que está se passando em suas cabeças, não na sua. Isso nos faz evitar o julgamento e nos leva na direção de compreensão e compaixão.
Nas palavras de Al:

Se você quer se dar bem com as pessoas e entender o que está ocorrendo nas situações, quando alguém disser algo para você, se pergunte, “Por que ele está dizendo isso para mim? O que está acontecendo com ele?” Essa é uma passagem para a compreensão, uma passagem para conseguir o que você quer, e também uma passagem para a compaixão. Em vez de julgar a pessoa, tente entendê-la.

                                                 Artigo extraido do site: www.papodehomem.com.br 

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