segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.



Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem -
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.

✦ Osho ✦

Om Shanti 

sábado, 13 de setembro de 2014

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

by Tainá Corrêa
O Rijksmuseum, um dos maiores museus da Europa, dedicado à artes e história, disponibilizou para apreciação on-line ou download, parte de seu gigantesco acervo. São aproximadamente 155 mil obras.
Durante a era de ouro das navegações, período da História compreendido entre 1584 e 1702, quando navios holandeses dominavam as rotas mercantes do globo e o país se transformou-se na primeira potência capitalista do ocidente, a crescente burguesia demandava uma vasta produção de retratos e pinturas, florescendo o comércio, a ciência e, sobretudo, as artes. Poucos países tiveram tamanha produção artística e com tal qualidade como a Holanda desse tempo.
A coleção de pinturas do Rijksmuseum inclui trabalhos dos principais mestres do século 17. Nomes como Jacob van Ruysdael, Frans Hals, Fra Angelico, Vermeer e Rembrandt fazem parte do acervo. Obras como “A Noiva Judia” (1665), “A Ronda Noturna” (1642), “De Staalmeesters” (1662), de Rembrandt; “A Leiteira” (1660), de Johannes Vermeer; “Paisagem de Inverno” (1608), de Hendrick Avercamp; “Retrato do Casal Isaac Abrahamsz Massa e Beatrix van der Laen” (1622), de Frans Hals; e “Retrato de Adolf en Catharina Croeser” (1655), de Jan Steen, estão disponíveis para download gratuito.
Os usuários podem explorar toda a coleção por artista, tema, estilo ou semelhança. Todas as imagens estão disponíveis em alta resolução. Para fazer o download é necessário um registro simples ou logar-se usando a conta do Facebook. Em seguida, basta clicar sobre a opção (download image) localizada abaixo da obra selecionada e mandar salvar.

Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor


É certo que o amor começa quase sempre pelo mesmo mecanismo perfeito, preciso, inexplicável que organiza o reencontro inesperado de dois velhos conhecidos numa cidade com seis milhões de habitantes. Do nada. Nasce com a impertinência de uma espinha no rosto da debutante, da noiva ansiosa, da madrinha solteira. No descabimento de um espirro durante o orgasmo, o amor também dá o ar de sua graça. Surge como visita inesperada, resfriado, bolada na praia, multa de trânsito, mamangava, maria-fedida, vagalume, conjuntivite, cabelo branco em adolescente, flor no asfalto, passarinho em escritório.
Sem aviso, o amor rompe a membrana tênue que separa as coisas elevadas, impossíveis, da vida corriqueira e seus acontecimentos rasteiros. Dá as caras à toa, sem mais, como alguém que vai ao mercado, o despertador que não toca, a moça que acorda com raiva, o pobre que acerta na loteria, o tombo da patinadora. Porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas imprevisíveis. O amor vive no terreno do imponderável. É ali que ele respira, ali ele espera, invisível, seu tempo fortuito e incalculável de vir a ser.
Ah... o amor que adora despertar no desencontro absoluto e na coincidência escandalosa dos números inacreditáveis, na história improvável da moça que passa sete anos sozinha e, dois meses depois de engatar um namoro assim-assim, encontra um moço que viveu os mesmos sete anos casado e há dois meses — os mesmos e inacreditáveis dois meses — encerrou mais uma entre tantas tentativas de amar e ser amado. É, o amor também principia em desarranjo e escárnio divino.
Então, uma vez iniciado, o amor vive sua maior peleja: o meio. Porque difícil não é o começo e nem o fim do amor. É o meio, o que existe entre um e outro lado da história, entre a capa e a contracapa, a frente e o verso. O morno que um dia foi água pelando e no outro será gelo e indiferença. A segunda, terça, quarta e quinta feiras de todo amor.
Quando chega ao meio é que o amor se põe à prova. E só sobrevive a esse terreno esburacado e enganoso o amor dos amantes operários. O amor trabalhador. Porque é de subidas dolorosas, descidas traiçoeiras e retas sonolentas que se compõe esse meio-caminho.
Quem aprende a ficar e se manter de pé, a cair e levantar nesse território impreciso vive o amor em sua face mais primorosa. O amor parceiro de quem se sabe disposto a caminhar rumo ao inferno para estar ao lado do outro, ou na frente, ou atrás. Porque só quem sobrevive às trevas há de entrar no paraíso.
No meio do amor, é preciso perder o medo de se arrebentar inteiro no campo minado do dia a dia. Ali, os casais caminham com cuidado para não pisar em nenhuma mina, ora sabendo, ora não, que se um o fizer os dois serão atingidos na explosão, tão perto estão um do outro.
A quem supera essa fase é reservado um regalo sublime, bônus do exercício maravilhoso de amar: as lembranças. Vagas e adocicadas lembranças de longas conversas tarde da noite, ouvindo a cidade dormir lá fora. As memórias de viagens e festas, sábados de cinema, domingos de churrasco, segundas a sextas de trabalho, planos e sonhos. As reminiscências, tão sublimes quanto os instantes que as originaram. Afinal, seja qual for o tamanho do meio, um dia o amor chega ao fim.
Nesse dia, a decência dos amantes é medida pelo tamanho de seu desprendimento e de sua capacidade de engolir o pranto e dizer “adeus, seja feliz”. Porque só merece as dores e as delícias do amor aquele que um dia saiba deixar o outro ir em frente. E que aprenda a estar só novamente e a guardar a dor consigo até a dor passar, como as antigas personagens de desenho animado que engolem bananas de dinamite acesas.
No amor, que também ama a lógica, depois do começo e do meio vem o fim. Tempo em que ele se arrasta entre migalhas, restos e sobras. Como o guaraná que perde o gás, a cerveja que esquenta, a goiaba que passa do tempo e deixa a casa inteira com cheiro de quintal, é certo que o amor também acaba como começou. Do nada. Em nada, como uma estranha sombra pálida e triste, sinal agudo de que seu tempo já foi e de que é hora de seguir em frente para, tomara Deus seja logo, começar tudo de novo e de novo outra vez.

sábado, 6 de setembro de 2014

Se um dia eu morrer, me enterrem com aquele terno de grife que o Dalai Lama me deu



Coincidências acontecem o tempo todo. Por exemplo: hoje, eu não quero escrever; hoje, vocês não querem ler. Pronto. Estamos empatados. Viram? Simples assim. Acontece. Por sinal, as coincidências sucedem de tal forma que muita gente debita os ocorreres do acaso a uma espécie de predileção divina, como se os deuses estivessem se divertindo ao nos ferrarem ou, ao contrário, como se eles realmente se interessassem pelos nossos ais. Ora, haja paciência e carneiros no céu! Aquilo ali em cima é apenas uma nuvem em movimento, seus tolos! Está comprovado: os raios e os IDH pífios (Índices de Desenvolvimento Humano) podem cair, sim, nos mesmos lugares. Ou seja, a eletricidade, a estatística, o espiritismo e a pobreza de espírito explicam um quase tudo nessa vida.
Que contradição: era um dia de verão, mas chovia à beça na Cidade Perdida. Uma balzaquiana dirigia o seu fusca cor de tétano pelo Elevado da Amargura, visivelmente emocionada ao ouvir a Janis Joplin cantando “Mercedes-Benz” à capela, quando uma Land Rover que seguia a sua frente freou bruscamente e... pimba! Colidiriam. Onde estará a coincidência na história, vocês certamente quererão saber.
Começa assim a coisa: ambos seguiam pela mesma avenida — o famoso Elevado da Amargura, badalado point de encontro de suicidas inveterados — sob uma impensável chuva matinal cujas gotas resplandeciam ao sol, às dez da matina, e sem saberem exatamente as suas vidas aonde é que iam dar (acho que já li essas palavras nalgum lugar). Por fim, para forçar as evidências, ambos ouviam música: a moçoila do fusquinha enferrujado adorava a voz rouca-catarral da Janis Joplin; o casal de almofadinhas, o pior de Sullivan & Massadas.
Apesar do susto, a mulher do fusquinha desandou a rir feito uma louca. As portas da Land Rover se abriram e de lá saltou um casal enfurecido que devia somar 100 anos (ele, 75; ela, 25). O sujeito — homenzarrão claudicante na senectude — era um marombeiro veterano deveras combalido, embora ainda sopitasse Deca Durabolin pelos poros. Compreendam o perfil do velhote: ele levava um Tag Heuer em cada pulso, vestia um impecável conjuntinho da Abercrombie & Fitch para adolescentes, assistia ao mundo através de um Ray Ban Aviador socado no meio da fuça, e calçava um par de botas-pra-pisar-em-bosta da Dolce & Gabbana, confeccionadas com o legítimo couro de mandruvá canadense.
Sua acompanhante era uma jovem estúpida que, por mero acaso, carregava nas entranhas um coró pregado à placenta. Tinha uma tatuagem do Santo Graal numa das virilhas, e um feioso buquê de verrugas vulgares crescia escandalosamente nos arredores da genitália, a despeito do sacerdotal ofício de um ginecologista trazido da Suíça pelo Programa Mais Milhas. Acompanhem a descrição da safadinha: ela desfilava o corpinho esculpido por cupins de aventais brancos; tinha um vestidinho Prada colado à carcaça, com silhueta de jiboia-que-engoliu-capivara; calçava um altíssimo par de ferraduras Louis Vuitton que dava nos homens uma vontade danada trepar, ainda que ela fosse casada e prenhe de onze meses. Na cara embatumada com bisnagas de Victoria’s Secret exibia um Armani Exchange para cegos que se equilibrava no narizinho arrebitado, o qual fora talhado a bisturi pelo renomado (e procurado pela Interpol) Doctor Robin Wood, da Clinica Plastic Ono Band, em Beverly Hills (adendo certamente prolixo e desnecessário: eu li no “The New York Post” que o charlatão roubava dos ricaços da Sunset Boulevard, e dava para os pobres michês da Madman County com a Blue Hole Street).
Pressentindo que seria morta, a moçoila se animou e não apenas desejou que o seu fusca falasse, mas que ele contasse a todo mundo que a hora dela tinha chegado, graças a Deus, pois o casal de engomadinhos dela se aproximava com clara disposição nazista. O velhote espumava Sal Eno pela boca, pois, embora fosse quase um inválido, com muito custo conseguira reunir economias e trazer aquele colossal veículo camuflado dentro de um container de lençóis hospitalares sujos importados do Reino Unido. Tudo isso, pra quê?! Para que a sua impressionante picape contrabandeada fosse abalroada por um carro velho caindo aos pedaços. O rude homenzarrão — que cheirava a Paco Rabanne e fraldão geriátrico sabor ureia da Johnson & Johnson — pisou num delicado estrume de Bichon Frisé que jazia incólume, desatento na sarjeta, e sacou a sua indelével Smith & Wesson 9 mm com a qual pretendia encerrar aquela conversa que sequer começara.
Destemido como Chuck Norris no auge da matança, o brutamontes empedernido puxou a moça do fusca démodé pelo colarinho e fez com que ela rezasse de joelhos no asfalto quente a Ave Maria de Schubert na versão Libras do Padre Marcelo. No seu ponto de vista, ela até que teve sorte: além de ser uma mulher linda de morrer (porém, com indisfarçável vivacidade suicida), a moça era mais ateia que um pé de boldo e, por mais que tentasse, não se lembrava de nenhuma ladainha religiosa ensinada nos tempos de colégio pelo Frei Damiane, um dos mais promissores pedófilos da paróquia naquela época. Ela presumiu que aquilo tudo acabaria em merda, do jeito que ela sempre tinha sonhado. Então, tratou de ficar calada. Se não ia rezar, também não ia se retratar porcaria nenhuma.
Enquanto esperava a morte chegar — exposta ao preconceituoso jugo de Bonnie & Clyde do cerrado — a gracinha do fusqueta sofreu aquele comuníssimo fenômeno que assola as pessoas na hora capital: “Vi a vida passando inteirinha a minha frente, como se fosse um filme” — ela teria dito para mim, caso não fosse atingida por um raio (e olha que os raios são raríssimos no verão) que a tudo e a todos matou, inclusive essa história, numa canetada só.


by Eberth Vêncio

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