segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.



Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem -
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.

✦ Osho ✦

Om Shanti 

sábado, 13 de setembro de 2014

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

155 mil imagens de obras de arte em alta resolução para download gratuito

by Tainá Corrêa
O Rijksmuseum, um dos maiores museus da Europa, dedicado à artes e história, disponibilizou para apreciação on-line ou download, parte de seu gigantesco acervo. São aproximadamente 155 mil obras.
Durante a era de ouro das navegações, período da História compreendido entre 1584 e 1702, quando navios holandeses dominavam as rotas mercantes do globo e o país se transformou-se na primeira potência capitalista do ocidente, a crescente burguesia demandava uma vasta produção de retratos e pinturas, florescendo o comércio, a ciência e, sobretudo, as artes. Poucos países tiveram tamanha produção artística e com tal qualidade como a Holanda desse tempo.
A coleção de pinturas do Rijksmuseum inclui trabalhos dos principais mestres do século 17. Nomes como Jacob van Ruysdael, Frans Hals, Fra Angelico, Vermeer e Rembrandt fazem parte do acervo. Obras como “A Noiva Judia” (1665), “A Ronda Noturna” (1642), “De Staalmeesters” (1662), de Rembrandt; “A Leiteira” (1660), de Johannes Vermeer; “Paisagem de Inverno” (1608), de Hendrick Avercamp; “Retrato do Casal Isaac Abrahamsz Massa e Beatrix van der Laen” (1622), de Frans Hals; e “Retrato de Adolf en Catharina Croeser” (1655), de Jan Steen, estão disponíveis para download gratuito.
Os usuários podem explorar toda a coleção por artista, tema, estilo ou semelhança. Todas as imagens estão disponíveis em alta resolução. Para fazer o download é necessário um registro simples ou logar-se usando a conta do Facebook. Em seguida, basta clicar sobre a opção (download image) localizada abaixo da obra selecionada e mandar salvar.

Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor


É certo que o amor começa quase sempre pelo mesmo mecanismo perfeito, preciso, inexplicável que organiza o reencontro inesperado de dois velhos conhecidos numa cidade com seis milhões de habitantes. Do nada. Nasce com a impertinência de uma espinha no rosto da debutante, da noiva ansiosa, da madrinha solteira. No descabimento de um espirro durante o orgasmo, o amor também dá o ar de sua graça. Surge como visita inesperada, resfriado, bolada na praia, multa de trânsito, mamangava, maria-fedida, vagalume, conjuntivite, cabelo branco em adolescente, flor no asfalto, passarinho em escritório.
Sem aviso, o amor rompe a membrana tênue que separa as coisas elevadas, impossíveis, da vida corriqueira e seus acontecimentos rasteiros. Dá as caras à toa, sem mais, como alguém que vai ao mercado, o despertador que não toca, a moça que acorda com raiva, o pobre que acerta na loteria, o tombo da patinadora. Porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas imprevisíveis. O amor vive no terreno do imponderável. É ali que ele respira, ali ele espera, invisível, seu tempo fortuito e incalculável de vir a ser.
Ah... o amor que adora despertar no desencontro absoluto e na coincidência escandalosa dos números inacreditáveis, na história improvável da moça que passa sete anos sozinha e, dois meses depois de engatar um namoro assim-assim, encontra um moço que viveu os mesmos sete anos casado e há dois meses — os mesmos e inacreditáveis dois meses — encerrou mais uma entre tantas tentativas de amar e ser amado. É, o amor também principia em desarranjo e escárnio divino.
Então, uma vez iniciado, o amor vive sua maior peleja: o meio. Porque difícil não é o começo e nem o fim do amor. É o meio, o que existe entre um e outro lado da história, entre a capa e a contracapa, a frente e o verso. O morno que um dia foi água pelando e no outro será gelo e indiferença. A segunda, terça, quarta e quinta feiras de todo amor.
Quando chega ao meio é que o amor se põe à prova. E só sobrevive a esse terreno esburacado e enganoso o amor dos amantes operários. O amor trabalhador. Porque é de subidas dolorosas, descidas traiçoeiras e retas sonolentas que se compõe esse meio-caminho.
Quem aprende a ficar e se manter de pé, a cair e levantar nesse território impreciso vive o amor em sua face mais primorosa. O amor parceiro de quem se sabe disposto a caminhar rumo ao inferno para estar ao lado do outro, ou na frente, ou atrás. Porque só quem sobrevive às trevas há de entrar no paraíso.
No meio do amor, é preciso perder o medo de se arrebentar inteiro no campo minado do dia a dia. Ali, os casais caminham com cuidado para não pisar em nenhuma mina, ora sabendo, ora não, que se um o fizer os dois serão atingidos na explosão, tão perto estão um do outro.
A quem supera essa fase é reservado um regalo sublime, bônus do exercício maravilhoso de amar: as lembranças. Vagas e adocicadas lembranças de longas conversas tarde da noite, ouvindo a cidade dormir lá fora. As memórias de viagens e festas, sábados de cinema, domingos de churrasco, segundas a sextas de trabalho, planos e sonhos. As reminiscências, tão sublimes quanto os instantes que as originaram. Afinal, seja qual for o tamanho do meio, um dia o amor chega ao fim.
Nesse dia, a decência dos amantes é medida pelo tamanho de seu desprendimento e de sua capacidade de engolir o pranto e dizer “adeus, seja feliz”. Porque só merece as dores e as delícias do amor aquele que um dia saiba deixar o outro ir em frente. E que aprenda a estar só novamente e a guardar a dor consigo até a dor passar, como as antigas personagens de desenho animado que engolem bananas de dinamite acesas.
No amor, que também ama a lógica, depois do começo e do meio vem o fim. Tempo em que ele se arrasta entre migalhas, restos e sobras. Como o guaraná que perde o gás, a cerveja que esquenta, a goiaba que passa do tempo e deixa a casa inteira com cheiro de quintal, é certo que o amor também acaba como começou. Do nada. Em nada, como uma estranha sombra pálida e triste, sinal agudo de que seu tempo já foi e de que é hora de seguir em frente para, tomara Deus seja logo, começar tudo de novo e de novo outra vez.

sábado, 6 de setembro de 2014

Se um dia eu morrer, me enterrem com aquele terno de grife que o Dalai Lama me deu



Coincidências acontecem o tempo todo. Por exemplo: hoje, eu não quero escrever; hoje, vocês não querem ler. Pronto. Estamos empatados. Viram? Simples assim. Acontece. Por sinal, as coincidências sucedem de tal forma que muita gente debita os ocorreres do acaso a uma espécie de predileção divina, como se os deuses estivessem se divertindo ao nos ferrarem ou, ao contrário, como se eles realmente se interessassem pelos nossos ais. Ora, haja paciência e carneiros no céu! Aquilo ali em cima é apenas uma nuvem em movimento, seus tolos! Está comprovado: os raios e os IDH pífios (Índices de Desenvolvimento Humano) podem cair, sim, nos mesmos lugares. Ou seja, a eletricidade, a estatística, o espiritismo e a pobreza de espírito explicam um quase tudo nessa vida.
Que contradição: era um dia de verão, mas chovia à beça na Cidade Perdida. Uma balzaquiana dirigia o seu fusca cor de tétano pelo Elevado da Amargura, visivelmente emocionada ao ouvir a Janis Joplin cantando “Mercedes-Benz” à capela, quando uma Land Rover que seguia a sua frente freou bruscamente e... pimba! Colidiriam. Onde estará a coincidência na história, vocês certamente quererão saber.
Começa assim a coisa: ambos seguiam pela mesma avenida — o famoso Elevado da Amargura, badalado point de encontro de suicidas inveterados — sob uma impensável chuva matinal cujas gotas resplandeciam ao sol, às dez da matina, e sem saberem exatamente as suas vidas aonde é que iam dar (acho que já li essas palavras nalgum lugar). Por fim, para forçar as evidências, ambos ouviam música: a moçoila do fusquinha enferrujado adorava a voz rouca-catarral da Janis Joplin; o casal de almofadinhas, o pior de Sullivan & Massadas.
Apesar do susto, a mulher do fusquinha desandou a rir feito uma louca. As portas da Land Rover se abriram e de lá saltou um casal enfurecido que devia somar 100 anos (ele, 75; ela, 25). O sujeito — homenzarrão claudicante na senectude — era um marombeiro veterano deveras combalido, embora ainda sopitasse Deca Durabolin pelos poros. Compreendam o perfil do velhote: ele levava um Tag Heuer em cada pulso, vestia um impecável conjuntinho da Abercrombie & Fitch para adolescentes, assistia ao mundo através de um Ray Ban Aviador socado no meio da fuça, e calçava um par de botas-pra-pisar-em-bosta da Dolce & Gabbana, confeccionadas com o legítimo couro de mandruvá canadense.
Sua acompanhante era uma jovem estúpida que, por mero acaso, carregava nas entranhas um coró pregado à placenta. Tinha uma tatuagem do Santo Graal numa das virilhas, e um feioso buquê de verrugas vulgares crescia escandalosamente nos arredores da genitália, a despeito do sacerdotal ofício de um ginecologista trazido da Suíça pelo Programa Mais Milhas. Acompanhem a descrição da safadinha: ela desfilava o corpinho esculpido por cupins de aventais brancos; tinha um vestidinho Prada colado à carcaça, com silhueta de jiboia-que-engoliu-capivara; calçava um altíssimo par de ferraduras Louis Vuitton que dava nos homens uma vontade danada trepar, ainda que ela fosse casada e prenhe de onze meses. Na cara embatumada com bisnagas de Victoria’s Secret exibia um Armani Exchange para cegos que se equilibrava no narizinho arrebitado, o qual fora talhado a bisturi pelo renomado (e procurado pela Interpol) Doctor Robin Wood, da Clinica Plastic Ono Band, em Beverly Hills (adendo certamente prolixo e desnecessário: eu li no “The New York Post” que o charlatão roubava dos ricaços da Sunset Boulevard, e dava para os pobres michês da Madman County com a Blue Hole Street).
Pressentindo que seria morta, a moçoila se animou e não apenas desejou que o seu fusca falasse, mas que ele contasse a todo mundo que a hora dela tinha chegado, graças a Deus, pois o casal de engomadinhos dela se aproximava com clara disposição nazista. O velhote espumava Sal Eno pela boca, pois, embora fosse quase um inválido, com muito custo conseguira reunir economias e trazer aquele colossal veículo camuflado dentro de um container de lençóis hospitalares sujos importados do Reino Unido. Tudo isso, pra quê?! Para que a sua impressionante picape contrabandeada fosse abalroada por um carro velho caindo aos pedaços. O rude homenzarrão — que cheirava a Paco Rabanne e fraldão geriátrico sabor ureia da Johnson & Johnson — pisou num delicado estrume de Bichon Frisé que jazia incólume, desatento na sarjeta, e sacou a sua indelével Smith & Wesson 9 mm com a qual pretendia encerrar aquela conversa que sequer começara.
Destemido como Chuck Norris no auge da matança, o brutamontes empedernido puxou a moça do fusca démodé pelo colarinho e fez com que ela rezasse de joelhos no asfalto quente a Ave Maria de Schubert na versão Libras do Padre Marcelo. No seu ponto de vista, ela até que teve sorte: além de ser uma mulher linda de morrer (porém, com indisfarçável vivacidade suicida), a moça era mais ateia que um pé de boldo e, por mais que tentasse, não se lembrava de nenhuma ladainha religiosa ensinada nos tempos de colégio pelo Frei Damiane, um dos mais promissores pedófilos da paróquia naquela época. Ela presumiu que aquilo tudo acabaria em merda, do jeito que ela sempre tinha sonhado. Então, tratou de ficar calada. Se não ia rezar, também não ia se retratar porcaria nenhuma.
Enquanto esperava a morte chegar — exposta ao preconceituoso jugo de Bonnie & Clyde do cerrado — a gracinha do fusqueta sofreu aquele comuníssimo fenômeno que assola as pessoas na hora capital: “Vi a vida passando inteirinha a minha frente, como se fosse um filme” — ela teria dito para mim, caso não fosse atingida por um raio (e olha que os raios são raríssimos no verão) que a tudo e a todos matou, inclusive essa história, numa canetada só.


by Eberth Vêncio

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Dar e receber: um ciclo de purificação do espírito




É muito raro conseguir dar sem nenhuma expectativa de volta. Esta seria a ação mais pura: dar, sem querer nada. Mas diga uma coisa: existe alguma mente na face da Terra que não queira algo? Um carinho, um afago, um agradecimento? E vamos ser sinceros: dinheiro, prazer, bem-estar, saúde, amizade?
A mente deseja, por natureza. Ela está condicionada a isso. E a mente também sofre, por condicionamento, quando acredita que não tem o que deseja. Por isso, é muito difícil estar vazio de expectativas. No mínimo, ao dar, mesmo que não queiramos nada de material, estamos desejando a cura para o próprio sofrimento. Assim é o jogo.
E para quem vamos dar algo? Para alguém que quer receber. Alguém que está ávido por algo que você tem a dar. Além das aparências das coisas materiais que possamos dar, o que mais um ser humano quer é: carinho, afago, reconhecimento, amizade... Então, quando damos dinheiro, o outro está, talvez, recebendo... amizade. Aquela amizade que ele sentiu falta desde a infância, quando percebeu que não era valorizado na sua família, no seu meio social. Quando damos um abraço, quem sabe a pessoa receba prazer... prazer físico, que faltou na sua própria relação com a sua mãe. Quando damos atenção, o outro pode estar se sentindo reconhecido – “sou gente!”, pensa ele, fato não verificado na sua relação com o pai ausente ou com os irmãos invejosos e infantis...
Compartilhando as bênçãos da vida
Temos muitas feridas. Imensas feridas. Muitas delas se formaram na infância. Outras, foram herdadas através da família. É importante entender que aprendemos a carregar a dor e sofrimento dos nossos pais e antepassados – mas também as vitórias, as conquistas, dons e habilidades. E repetimos os padrões programados em nosso DNA, que chegam até nós advindos de incontáveis gerações ancestrais. Iremos repetir aqueles padrões que mais fazem sentido para o nosso aprendizado nesta existência... seremos convocados a realizar as lições – muitas delas difíceis, árduas - que não foram cumpridas no passado familiar, e para isso, receberemos toda a energia e recursos que também chegam até nós através dos esforços dos nossos pais e antepassados. Perceba que estou falando de lições espirituais e recursos energéticos – por isso, você só entenderá suas lições e os dons que possui quando olhar para dentro da sua alma, sentindo seu coração, indo além dos seus pensamentos comuns e condicionados.
Quem sabe você já tenha herdado um sistema adequado para lidar com os baques da vida? Talvez você já consiga estar bem com suas dores e sofrimento. E até consegue tirar um barato deles. Já percebe que você “não é o sofrimento”. Não se identifica mais com este “eu sofredor”. Você não finge que não tem problemas e que nada irá derrubá-lo. Ao contrário, possui um enorme respeito pelo destino, pela vida e pela morte, e por isso, valoriza todos os momentos: tanto os de alegria, quanto os de tristeza.
Porém, também é possível que você, em alguns momentos, não consiga lidar com o sofrimento. Uma separação, uma perda financeira, uma doença, uma agressão que ocorre próximo a você... ou ainda: seus próprios pensamentos confusos e emoções distorcidas... Isso quer dizer que você ainda está “rodando” um programa viciado no sofrimento. É também um padrão herdado do seu sistema familiar.
Nos momentos que nos sentimos conectados com o lado interno poderoso, que sabe lidar com os sofrimentos de forma adequada, é justamente o momento em que nos sentimos cheios de “crédito”. Os evangélicos costumam dizer: ungidos pelo Senhor. Católicos dizem: abençoados. Na língua ioruba, cheios de axé. Ou um coach diria: poderoso, repleto de recursos pessoais. Este é o momento que, se nosso coração estiver minimamente aberto para o outro, sentiremos o natural impulso de dar. Damos, porque sabemos que temos o que dar. Damos o que? Dinheiro. Carinho. Sorrisos. Cuidados. Alegria. Beleza. Criatividade. Cura. Conhecimento. Tudo, dádivas do universo, bênçãos que devolvem a vida ao outro ser humano, que também auxiliam uma pessoa a transpor suas próprias provas. Ou seja, quando damos, nos tornamos instrumentos de auxílio na jornada que o outro necessita para transpor as lições que lhe foram deixadas pelo sistema familiar.
Dar é uma arte ativa e consciente: é necessário saber quando, para quem e quanto dar. O ato de dar parte do coração, e não de uma emoção de dor: desta forma, quando olhamos uma planta num terreno arenoso e estéril, entendemos que o calor e a falta de umidade é o melhor que podemos dar a ela. O dar leva em conta um contexto mais amplo, além da própria visão individual que normalmente estamos condicionados a perceber.
Mas nem sempre estamos em condições de dar. Às vezes, fraquejamos. Somos derrubados pelas vicissitudes da vida. São os momentos em que chegam as provas mais difíceis, onde vários dos nossos antepassados sucumbiram. E não importa a aparente gravidade da situação ou não. Para uns, uma prova difícil é encarar um câncer terminal. Para outros, buscar um novo emprego. Ainda para outros, deixar uma relação afetiva complicada. Não sabemos o que há por detrás destas situações, mas percebemos o quanto somos impotentes para modificar nosso estado. O quanto nos esforçamos e parece que não melhora. Talvez você tenha uma situação em sua vida onde, por mais que faça, não consegue resolver. Você terá realmente que fazer todos e os seus melhores esforços. E mesmo assim, não alcançar os resultados desejados. Este é o momento de se abrir para receber.
Se dar é uma arte ativa e consciente, receber é um estado passivo, de consciente impotência e sutil esperança. Saber receber é também um ato profundo de humildade. E não estou dizendo cara de coitadinho, voz baixa e olhar tristonho. Saber receber requer força. Enorme força, onde nossa mente irá reconhecer sua total impotência para resolver uma questão. Aquela questão que mais lhe atormenta. E então, ela se entrega. Vejo pessoas lutando anos e anos contra determinada situação, mas sempre diz: ainda vou vencer! Esta pessoa não está espiritualmente aberta para o aprendizado, porque está combatendo a lição. Ela olha a prova com raiva e querendo eliminá-la. Mas na escola da vida, o supremo professor enviará a mesma prova diversas vezes, vidas e vidas, gerações e gerações, se for necessário. Alguém da família precisará olhar para a prova, com amor, sem combate. Com a esperança de paz.
E chega o momento. Você resolve olhar. Passivamente. Humildemente. Após ter feito todos os melhores esforços. Sem resultados. Ok, você está pronto para receber. E assim, Deus envia alguém. Um amigo. Um irmão. Pronto para dar.
E assim a grande dança do universo, a purificação do espírito, vai ocorrendo. Ora dando, ora recebendo. Ora ativo, ora passivo. Aprendendo a olhar com gratidão e reverência a alegria e o sofrimento.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

guia
 
Não basta silenciar a mente. Desligar o computador. Desconectar-se do smartphone. Vender a televisão. Sentar e meditar. Praticar yoga. Orar, fazer práticas espirituais. Caminhar, mergulhar, fazer voo livre, viajar de mochilão por aí...
Tudo isso, e talvez nada disso, seja o caminho. Qual caminho? O caminho para abrir um espaço entre a incessante cascata de pensamentos aleatórios, neuras aprendidas e medos e emoções que ecoam do seu passado – recente e remoto. O que então, é necessário? Desistência, entregar a vontade de saber, de querer dominar um processo que não pode ser dominado...
Você não é a sua mente, nem o que você sente
Talvez você “escute” e “veja” os seus pensamentos, acreditando que tudo o que você pensa e vê é uma verdade. Vê uma reportagem sobre alguém que eles dizem que é um ser desprezível, e você acredita. Ouve dizer que o planeta está acabando, e acredita. Lembra-se das dores do passado e justifica seus problemas atuais pelos traumas passados. Conquista um lugar no mundo e crê que foi você quem teve o mérito de chegar neste lugar. Sente alegria, prazer, tristeza e raiva, e tem certeza absoluta que alguém ou algo fora de você é o responsável pelas suas emoções.
Pensamentos são ecos aprendidos. Carregam informações e energia, que influenciam o seu corpo, de acordo com o significado que você dá a eles. Um bandido sorrirá ao ouvir uma notícia sobre um assalto bem-sucedido. Se você fosse o bandido, estaria feliz. Mas se você é o assaltado, estará triste, com medo, com raiva. A mente humana pode escolher qual significado dar em qualquer situação do mundo, em qualquer acontecimento do universo. Emoções são reações químicas em seu corpo. Que seguem a escolha que você deu diante dos acontecimentos da vida.
Dá para fugir da dor, da tristeza? Devemos evitar a alegria e o prazer? Não, não temos que fazer nada, absolutamente nada. Dor e tristeza, alegria e prazer são como ondas, que nos atingem, e se vão... desde que a gente permita. Uma mente em paz, pode observar a dor e o prazer, e só. E se a mente não está em paz? Pode observar a confusão, e perceber: estou confusa! Estou em conflito! Mas se você pode observar que existe “uma mente em confusão”, logo pode saber que você é algo além desta “mente em confusão”. Que você não é a “mente” é uma conclusão absolutamente lógica e real.
A voz do coração vem de um outro lugar
Antes de “ouvirmos” a voz do coração, este assunto pode parecer conversa sobre os habitantes de Marte. E assim será. É preciso fazer um movimento consciente para buscar a paz mental. Abrir uma clareira na floresta dos pensamentos aleatórios. Querer, conscientemente, parar de acreditar nos próprios pensamentos e parar de dar muita importância às próprias emoções.  É preciso querer e tomar uma atitude para sair do jogo social, que usa todos os instrumentos para mantê-lo hipnotizado, com suas emoções dominadas, seus desejos domesticados e influenciados por tudo o que é falado e mostrado pelas diversas mídias que atuam sobre nós. Assim como não é possível ter um bom preparo físico sem exercício, também é impossível ter paz mental sem práticas que levem você a ter foco.
Quando você começar a treinar, cedo ou tarde se surpreenderá com a sua capacidade de silenciar. Ou perceberá frases, visões, sons, sensações “diferentes” daquelas provocadas pela mente linear, que funciona através de sinapses: um símbolo se junta a outro, e a outro e assim por diante, criando um significado. Começar a perceber estas sensações “diferentes” não o torna melhor nem pior que ninguém. Todos possuem acesso à intuição, e é só um canal novo a ser descoberto. Aos poucos, você perceberá algo assim: sua mente diz uma coisa, e sua intuição diz outra. E quando você segue a sua intuição, percebe que ocorrem fatos inusitados, significativos, que não ocorreriam caso você seguisse sua mente racional e linear. Por que isso ocorre? Por uma razão simples: a nossa mente racional é abastecida por conceitos, crenças e teorias de outras pessoas. Nossos pais, professores, vizinhos, amigos, chefes, colegas de trabalho e mídia como um todo vão acrescentando informações no nosso HD interno. Nos identificamos com algumas informações e com outras, não. Porém, quando tentamos resolver um problema ou tomar uma decisão usando somente a mente racional, iremos buscar em nossos arquivos e fatalmente chegaremos a algum conceito que foi ensinado por alguém. Talvez este conceito tenha servido para esta pessoa, ou às vezes, nem isso. E nós seguimos o conceito. Para situações como ganhar mais dinheiro, encontrar um novo amor, abrir uma nova frente de trabalho, mudar-se, buscar um caminho espiritual, e tantas outras questões que nos chegam a todo instante, geralmente perdemos tempo, energia e paciência buscando soluções mentais, que não levam a nenhum resultado ou, pelo menos, resultados insatisfatórios.
A intuição convida você a se entregar. Parar de querer saber o resultado. Parar de querer saber exatamente como chegar a algum lugar. Você pode e deve saber onde quer ir, porém, como será esta jornada, não cabe à sua mente linear saber. Você quer uma mulher que será sua companheira amada? Talvez sua mente diga para buscar em lugares que você frequenta e gosta, como a sua igreja, ou o seu clube, quem sabe no grupo de amigos... Mas talvez, a sua intuição diga: vá ao supermercado! Agora! Você quer mais dinheiro, e sua mente diz: trabalhe mais! Lance mais produtos! Atenda mais pessoas! Porém, sua intuição diz: tire uma semana de férias na praia... relaxe! E lá, vem uma ideia que irá revolucionar a sua vida, o fará às vezes mudar totalmente seu caminho...
Há um caminho para a sua vida. Pode acreditar nisso. Mas esse caminho é a sua jornada. Seu marido ou esposa não podem saber sobre ele. Nem seus filhos. Nem seus mestres, professores, eu ou ninguém. O que dizer da mídia e do sistema de mercado que deseja que você faça, ouça, veja e compre somente o que eles induzem? Há um caminho para você encontrar alguém especial. Para fazer um trabalho que o preenche. Para estar em paz consigo. Para sentir-se protegido e seguro. Neste caminho, a entrega a algo Maior que o guia, é o requisito básico. A mente racional servirá para pesar prós e contras, para protegê-lo da ingenuidade infantil ou fantasia encantada, que muitas vezes as pessoas intuitivas caem. Mas a mente racional deverá agir como servidora da intuição. Assim, o caminho se apresentará com clareza. No momento certo. E você saberá dar um passo, após o outro. Percebendo o ritmo natural dos acontecimentos. Viver através da intuição é divertido. Dá prazer. Resultados surpreendentes. Um friozinho na barriga. Leveza mental... E viver assim não é nada mal, não é mesmo?
 
Alex Possato.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

cantos paulistanos: O importante é o hoje.

cantos paulistanos: O importante é o hoje.Se concentre mais em você, viva o seu hoje, o seu agora, olhe pra você e se pergunte como você está... Não adianta nada você tentar (prever) o seu futuro, não adianta nada você desfazer de algo que ainda te faz feliz. Não existem certezas mais claras, do que aquelas que são ditas em silencio em seu coração. Não importa como, quando ou aonde, mas sim se você já tem a peça principal para fazer com que isto aconteça. Você precisa parar com essa impaciência, ansiedade e impulsividade você já percebeu que sempre que age assim, nada dá certo e é só frustração. Então, pare de correr, desacelera nessa curva perigosa e aprecia mais este "passeio." Se você já começou... agora termina, conclui, não volte para trás faltando tão pouco pra você chegar, (estar lá). Vão vir dias de sol, dias de chuvas, dias calmos, dias agitados, pessoas sendo colocadas em sua frente, em tua direção para te "atrapalhar", mesmo assim não pare, continua... Como eu disse viva o seu agora! Ontem já passou, o que aconteceu já aconteceu, se foi bom, ótimo... ficaram lindas lembranças, se foi ruim bom também, você aprenderá com grandes lições. O seu amanha dependerá do teu agora, então se foca nisso... Deposite a sua energia em cima do que está te acontecendo, viva esse momento... sem planos, sem (antecipação). Eu aprendi uma coisa que querendo ou não... só irá acontecer o que tiver que acontecer. Tentar adivinhar, se apressar ou até mesmo recuar... não mudarão os fatos! De alguma forma tudo irá acontecer, cedo ou tarde... e se não acontecer é porque simplesmente não estava predestinado à você!

O importante é o Hoje



Se concentre mais em você, viva o seu hoje, o seu agora, olhe pra você e se pergunte como você está... Não adianta nada você tentar (prever) o seu futuro, não adianta nada você desfazer de algo que ainda te faz feliz. Não existem certezas mais claras, do que aquelas que são ditas em silencio em seu coração. Não importa como, quando ou aonde, mas sim se você já tem a peça principal para fazer com que isto aconteça. Você precisa parar com essa impaciência, ansiedade e impulsividade você já percebeu que sempre que age assim, nada dá certo e é só frustração. Então, pare de correr, desacelera nessa curva perigosa e aprecia mais este "passeio." Se você já começou... agora termina, conclui, não volte para trás faltando tão pouco pra você chegar, (estar lá). Vão vir dias de sol, dias de chuvas, dias calmos, dias agitados, pessoas sendo colocadas em sua frente, em tua direção para te "atrapalhar", mesmo assim não pare, continua... Como eu disse viva o seu agora! Ontem já passou, o que aconteceu já aconteceu, se foi bom, ótimo... ficaram lindas lembranças, se foi ruim bom também, você aprenderá com grandes lições. O seu amanha dependerá do teu agora, então se foca nisso... Deposite a sua energia em cima do que está te acontecendo, viva esse momento... sem planos, sem (antecipação). Eu aprendi uma coisa que querendo ou não... só irá acontecer o que tiver que acontecer. Tentar adivinhar, se apressar ou até mesmo recuar... não mudarão os fatos! De alguma forma tudo irá acontecer, cedo ou tarde... e se não acontecer é porque simplesmente não estava predestinado à você!

Thaís Fernanda

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Auto - Motivação, Minha forma de motivar.



Auto - Motivação, Minha forma de motivar.


Auto - Motivação,
Minha forma de motivar.

Sonhei com muitas coisas enquanto crescia, a cada nascer do sol eu abria a janela e perguntava:
Hoje será o dia das realizações? Depois seguia meu caminho, trabalhava, namorava e dormia e sonhava e outro dia surgia junto com a mesma pergunta, Hoje é o dia das realizações?
depois de um longo tempo percebi que tinha que fazer muito mais que acordar e perguntar,
Precisava da ação, da busca, do envolvimento e do desejo.
Aos poucos comecei a escrever o que eu desejava realizar, comecei a fazer uma lista com cinco ou seis coisas que eu pretendia realizar no semestre.
Foi como um sonho realizado que percebi quantas coisas eu tinha conseguido naquele semestre.
Eu me espantei que estava fazendo acontecer, que minha vida não era apenas sonho, existia conquistas!
Nossa, para minha surpresa eu estava alcançando meus objetivos, só que eu não percebia.
As coisas simplesmente surgiam atingia o que era previsto, mas não sentia.
Agora todos semestre eu olhava minha lista e me sinto realizado, de cinco ou seis planos que eu fazia, três, quatro deles eu alcançava. Na verdade sempre foi assim, mas, como eu não tinha controle, as coisas simplesmente se tornavam reais, surgiam e seguiam em frente, agora não eu me auto motivo, ao ver o que eu consigo todos os anos.
FAÇA você, tente esta experiencia, coloque em uma folha varias coisas que você pretende alcançar no período de 6 meses e então confira quantas realizações você alcançou, é uma forma de auto motivar-se, pois a cada conquista gera motivação, ou energia que lhe dá força para novas conquistas.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


                                  O menino jogador

                                                                                O meio


Symon estava rodeado por policiais que lhe dava varias coronhadas com os canos dos revolveres, seu rosto estava coberto de sangue, seus olhos fechados de tanta porrada. Um policial aponta a arma para seus olhos e atira. Symon acorda banhado de suor, aos soluços ele se levanta e se lava o relógio aponta 3 horas da madrugada, caminha até a janela do seu apartamento e olha a calmaria da rua, o ar gelado lhe retira os últimos resquícios do pesadelo tão recorrente. Permanece apoiado no parapeito até as 07h00min horas, então entra, toma banho e se prepara, é mais um dia de treino.
Symon chega ao clube 30 minutos depois e é avisado que deveria ir à sala do chefe, Ronni. Sentou-se e enquanto aguardava, folheou umas revistas até deter seus olhos em um anuncio que lhe chamou a atenção. “hipnose, regressão” ficou tão compenetrado que nem percebeu a presença da secretaria até que ela gentilmente lhe tocou o ombro.
Desculpe com licença seu Symon, bom dia, o chefe esta pedindo para você entrar, seu sorriso encantador fez com que Symon saísse de seu devaneio e lembrar-se do por que estar ali, fora chamado para falar com o chefe Ronny, entrou e foi recebido por um longo aperto de mão e uma boca escancarada cheia de dentes amarelados pelo tabaco.
        Como vai Symon, disse lhe Ronny.
 Sacudindo os ombros respondeu vou indo foi tudo que disse Symon.
Ótimo disse lhe Ronny, bem Symon o motivo de chama-lo aqui, é bem, você sabe não estamos a mil maravilhas aqui no clube e bem, após uma pausa acrescentou é que estamos passando por um período de reformulação, desculpe Symon, falou Ronny totalmente constrangido.
Estava despedindo uma lenda, um craque que foi disputadíssimo pelos maiores clubes da Europa a menos de cinco anos. Bem, era o certo a fazer, pensou o cara só deu prejuízo nos dois anos, ele pirou que porra, pensou.
Symon sorriu e disse tudo bem, vou pegar minhas coisas e avisar o treinador. Ele já sabe, completou Ronni. Olha Symon, se tiver algo que eu possa fazer, me diga sim?
Não estou tranquilo, respondeu Symon.
No ultimo ano era tudo que falava Symon, para qualquer assunto, nunca se abria, nem com o técnico nem com seus companheiros de campo.
 Ronni se despediu, com um nó na garganta e os olhos cheios de lagrimas, afinal era amante do futebol, dos grandes jogadores e Symon tinha sido um desses mega craques em que ele teve a oportunidade de conhecer e trabalhar pessoalmente, era um cara que respeitava. Mesmo Symon estando totalmente fora de seu juízo, era, ou melhor, foi um dos maiores, pensou Ronni.
Symon voltou sua atenção para o anuncio, sua demissão era prevista, Symon até sentiu-se aliviado por ter resolvido aquela situação.
Foi até ao armário e retirou seus pertences dali colocando em uma mochila. Em casa retirou o anuncio do bolso e discou o numero, uma voz metálica solicitou que deixasse seu recado que entraria em contato.
Tomou um banho, colocou uma bermuda, camiseta e um chinelo, foi até ao bar e serviu-se de um uísque duplo com gelo, sentou-se e olhou ao redor, estava tudo em seu lugar, graças à mulher que cuidava da casa, Lourdes, ela era maravilhosa cuidava de tudo não perguntava nada. Bastava deixar seu dinheiro em cima da geladeira e ela cuidava de tudo.
Symon pensou o quanto sua vida estava desestruturada, confusa. Precisava saber e aquela terapia de regressão parecia-lhe que iria lhe dar respostas para sua angustia.
Symon queria saber mais a seu respeito, tinha um período que lhe faltava na sua mente. Simplesmente desapareceu de sua historia, não lembrava mesmo, um terapeuta lhe disse que era amnesia devido aos traumas da infância. Symon queria se encontrar.
No dia seguinte Symon percorreu um longo corredor claustrofóbico de um prédio medieval e desbotado, precisava encontrar o apartamento 4812. Encontrou e bateu na porta, ela se abriu e um senhor meio grisalho lhe recebeu com um sorriso e a mão estendida, Symon, certo. Sim lhe respondeu, sou Pietro, vamos fique a vontade.
Symon entrou e sentou-se no sofá elegante que lhe foi oferecido, agua? Café? Perguntou lhe Pietro, não obrigado, respondeu Symon com as mãos suadas e com o olhar assustado. Por que você quer fazer regressão Symon? É que, eu não sei muito a meu respeito, disse Symon.


good feeling

Adam Pash Editor-in-Chief of Lifehacker https://www.ebanx.com/br/ebanx-dollar-card?referral_code=FB4699887J&referral_name=Mario  Mario Souza na Doctoralia

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