sexta-feira, 27 de julho de 2012

BILL E DEMA.



Bill aos dez anos passava horas sozinho, preferia a solidão ao contato das pessoas, Bill adorava deixar seus pensamentos vagar por onde existia silencio e calmaria.
Sua casa estava sempre cheia, seus pais tiveram 10 filhos, era demais, não havia como ter privacidade alguma. Bill se ressentia com isso, Prefiro vagar pelo mundo sem rumo a conviver com essa multidão. Pensava Bill. Ele era o filho do meio, ou seja, era invisível.
Ele tinha como companhia Dema, por ser calado e frequentemente vagava pelas ruas sem rumo, os dois tinha em comum serem inexistente em suas famílias. Dema, morava com a mãe que estava constantemente bêbada e o pai que aparecia mês sim, mês não e era sempre para subir em sua mulher e desaparecia novamente. Os dois caminhavam pelos morros da aldeia Virna, um lugarejo na extremidade da cidade de Corin, no sul da América. Não tinha muita a fazer naquele lugar, alguns meninos iam pescar, jogavam bola ou simplesmente matava o tempo em rodinhas de conversa fiada. Bill detestava aqueles meninos e suas panaceias. Ao lado de Dema ele caminhava por vários morros e no mais alto deles sentavam e observavam o mundo lá em baixo, ou pelo menos o que eles conheciam. No final da tarde, já com um fiozinho de luz no horizonte, ele retornavam para casa. Dema tinha que estar as 6 no máximo em casa, sua mãe bêbada ou não lhe enchia o saco caso demorasse. Sempre gritando, sempre brigando e pegando no seu pé. Ô moleque, ainda na companhia daquele morto? Por que não procura o que fazer e trás dinheiro para casa? Você é outra coisa sem futuro. Dizia sua mãe sempre que chegava a casa. Isso é a maior merda, dizia Dema e deitava no sofá olhando para a televisão. Sua mãe continuava a reclamar enquanto fazia a comida. Dema tinha outra pessoa com quem partilhava seu tempo após Bill ir para casa, ele saia às vezes com Miguel, um rapaz de 18 anos que morava no fundo da sua casa, como inquilino. Miguel com a cara cheia de espinha usava roupa de cowboy, de chapéu e tudo adorava ser chamado de cowboy, morava com a avó depois de ser expulso de casa. Miguel fumava maconha o dia todo e quando Dema chegava em casa ele o convidava a dar um “pega” um “tiro” como dizia Miguel, Dema se esquivava tinha medo de ficar doidão, mas aquela noite estava muito quente e Dema não aguentava a falação de sua mãe, foi ao fundo do quintal e se encontrou com Miguel. Fala mano. Disse Miguel.   E aí Miguel, ainda chapado?
Pode crer mano, e então chega na área. Falou Miguel.
Dema estava suando muito e Miguel lhe ofereceu um refrigerante que Dema aceitou.
Quer dar uma bola? Ofereceu Miguel, estendendo o cigarro da erva.
Não valeu, deixa pra próxima, Dema apenas pegou o refrigerante e sentou, olhando aquela bagunça que era o quintal de Miguel. Ficou observando Miguel acabar de fumar sua erva e ficar bem louco. A avó chamou Miguel que saiu rápido.
Dema já caminhando para casa notou no chão um cigarro de maconha, abaixou e colocou no bolso. Depois da aula subiu o morro com Bill.
Dema lembrou-se do cigarro. Olha Bill, mostrando a erva para Bill que pegou e cheirou a erva. Nossa Dema, você esta fumando. Falou Bill.
Não, ainda não, achei lá no quintal do Miguel.  Eles ficaram ali olhando para aquele cigarro sem saber o que fazer, foi Bill que perguntou se ele tinha fosforo. Dema sorriu e tirou uma caixa do bolso. Eles acenderam o cigarro e fumaram olhando o mando aos seus pés.
Ficaram lá, rindo e delirando até tarde. quando voltaram para casa já era noitinha e estavam com muita fome. Depois daquele dia, Dema sempre pedia para Miguel um Cigarro maldito.,












domingo, 22 de julho de 2012

R. E. M

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Adam Pash Editor-in-Chief of Lifehacker https://www.ebanx.com/br/ebanx-dollar-card?referral_code=FB4699887J&referral_name=Mario  Mario Souza na Doctoralia

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