sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando o filho vira pai...

Crônica do Walcyr Carrasco, encontrada na "Veja São Paulo" dessa semana, edição, n 2227. Faz alguns minutos que estou tentando tecer algum comentário útil, mas acho as palavras. Parece-me que a crônica é irretocável. Há tempos eu não lia um texto que vai muito, muito além do próprio texto.

"A sogra de um amigo começou a ter pequenos lapsos de memória. Em seis meses, sua condição decaiu bastante. Não se lembra de fatos corriqueiros. E com frequência diz verdades que a família preferia silenciar.
— Você sabia que seu primo não é filho do marido da minha irmã? Nem o pai sabe, mas na época ela me contou...
Meu amigo perguntou: — Na sua opinião, o que a gente deve fazer? Respondi simplesmente: — Cuidar dela. Ele reagiu com surpresa: — Nós não vamos suportar!
Eu me espanto sempre com o espanto. Fui educado por meus pais. Gostaria de ter tido mais dinheiro, quando eles eram vivos, para lhes oferecer uma condição melhor. Ou confortos que não chegaram a ter. Mas eu e meus irmãos conseguimos no mínimo o necessário: um bom plano médico e, quando a aposentadoria minguou devido aos reajustes menores, uma complementação de renda. Quando criança, eu precisava do apoio de meus pais. Quando envelheceram, precisaram do meu. Em maior ou menor medida, para todos nós é assim.

Então, por que a dúvida?
Eu observo que muitos conhecidos meus não aceitam a fragilidade dos pais. Ou põem em primeiro lugar seus próprios desejos. Em vez de companheiros, tornam-se inimigos. Outro dia vi uma amiga atender o celular irritada.

— É minha mãe. Tem um problema atrás do outro!
Concordo: na velhice, muita gente se torna mais difícil. Ranzinza. Às vezes com problemas mentais, como a sogra de meu amigo. Ou simplesmente solitária. Exigem mais. Reclamam. Mas quando eu era bebê não gritava pedindo para mamar? Não atormentava meus pais de noite? Na vida moderna, a gente aprende que é preciso ter sucesso. Dinheiro. E, na luta pelo tal sucesso, muitas vezes a gente se esquece do amor. Como sentir-se bem se a mãe ou o pai está sozinho em algum lugar, com dificuldades? Entre a ida ao shopping e o programa da noite, não é possível ao menos uma visitinha? Se necessário, morar junto, dividir o espaço, mesmo com dificuldades de relacionamento? Ou a palavra “solidariedade” perdeu o sentido?
Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo se casou com uma mulher egoísta. Filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe foi sustentada por um tio solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: a mulher não admitia que meu amigo desse dinheiro à mãe. Era um rapaz de classe média. Durante algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa. Convencido pela esposa, mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, ele a convenceu a vender o apartamento. Durante alguns anos, a mãe viveu desse dinheiro. Muitas vezes lamentando a falta do filho, mas o que fazer? Ele sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.
O tempo passou. Hoje esse mesmo amigo, outrora um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!
Meu amigo não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.
Pode parecer piegas. Mas acho que a vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época, todos nós somos filhos. Em outra, nos tornamos pais. É nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós."

AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE


A religião alimenta a mente; a espiritualidade, a alma!!

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.
A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.
A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro".
A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.
A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.
A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.
A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.
A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência.
A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.
A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.
A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.
A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.
A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

(AUTOR DESCONHECIDO)

domingo, 24 de julho de 2011

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...


Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechan...do portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do ´momento ideal´.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te :

“Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão



Texto retirado:Tere Fagundes publicado em CEFAC - CENTRO ESPÍRITA FÉ, AMOR E CARIDADE...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quando os filhos crescem...

LINDO E VERDADEIRO...

Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.
É
paradoxal. Quando nascem, pequenos e frágeis, os primeiros meses
parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus
estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.
Então,
um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os
pais, nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família.
Agora tudo é feito com os amigos.
Olham
para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a
mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se
transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico.
É
o momento em que os pais se perguntam: Onde estão aqueles bebês com
cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do
faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo
conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens
para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os
eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo
mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua
alegria.
Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram
sem que eles possam precisar quando. Ontem, eram crianças trazendo a
bola para ser consertada. Hoje, são os que lhes ensinam como operar o
computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.
A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.
Ontem, estavam no banco de trás do automóvel; hoje, estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.
É
o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em
que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre
contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos
tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e
aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao
cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da
tela.
Tempos que não retornam, a não ser na figura dos netos, que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.
Tudo
o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas
dedicadas aos Espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos,
para estar conosco.
Não economizemos abraços, carícias, atenções,
porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do
crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A vida me ensinou...

 A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do
meu coração; Sorrir às pessoas que não gostam de mim, Para mostrá-las
que sou diferente do que elas pensam; Fazer de conta que tudo está bem
quando isso não é verdade, para que eu possa
acreditar que tudo vai mudar; Calar-me para ouvir; aprender com meus
erros. Afinal eu posso ser sempre melhor. A lutar contra as injustiças;
sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o
mundo. A ser forte quando os que amo estão com problemas; Ser carinhoso
com todos que precisam do meu carinho; Ouvir a todos que só precisam
desabafar; Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de
suas frustrações e desafetos; Perdoar incondicionalmente, pois já
precisei desse perdão; Amar incondicionalmente, pois também preciso
desse amor; A alegrar a quem precisa; A pedir perdão; A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário); A aproveitar
cada instante de felicidade; A chorar de saudade sem vergonha de
demonstrar; Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora
nem sempre consiga entendê-las; A ver o encanto do pôr-do-sol; A sentir a
dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o
que é importante para a felicidade do meu ser; A abrir minhas janelas
para o amor; A não temer o futuro; Me ensinou e está me ensinando a
aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo
como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da
maneira que eu escolher.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

pare reflita



Tudo ou nada. Certo ou errado. Absoluto ou relativo. Grande ou pequeno. Silêncio ou palavra...
Depende do momento, depende da visão de cada um, depende qual a verdade do outro.
Não julgar, não subestimar, não acusar, não condenar.
“Com a mesma medida que medirdes... Será medido”.
O feitiço que vira contra o feiticeiro.
Pare! Reflita e analise o seu comportamento, a sua situação. Não foque sua atenção ‘nos erros’ do outro, cuide apenas de você, para poder expressar-se da melhor maneira possível. Qual o caminho que escolheu para expressar o seu Ser?
A dor?
A dúvida?
A insegurança?
O lamento?
A acusação?

Pare! Reflita e analise!
Na simplicidade de apenas Ser está contida a riqueza de um coração, a alegria da alma, a confiança no Universo, a vontade de prosseguir e melhorar cada vez mais.
O que sua alma diz a você?
Silencie... Ouça sua voz interior, e pare de focar na ilusão, na insegurança... Permaneça em você e faça um bom trabalho com a sua vida... Expresse-a da melhor maneira possível, levemente, docemente, verdadeiramente!

Autoria
Gênice Suavi

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